28 janeiro 2009

Dia do Quadrinho Nacional e Quarto Mundo: sampler

A Graffiti vai participar do Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro) em SP, na Comix, que vai comemorar junto ao coletivo de quadrinistas do Quarto Mundo. Os artistas do Quarto Mundo estarão na loja para bate-papo e autógrafos de suas publicações, com especial destaque para o livro recém-lançado, Prática da Escrita: História em Quadrinhos, que contêm uma coletânea de quadrinhos dos autores do grupo.

O Quarto Mundo fez sua estréia no 5º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte/MG. De lá pra cá não houve um evento de quadrinhos, sobretudo em São Paulo, em que o coletivo não estivesse presente, seja vendendo quadrinhos, divulgando seu trabalho, dando palestras, entrevistas, oficinas e afins.

Além dos prêmios HQMIX e Ângelo Agostini conquistados individualmente pelos artistas do coletivo nos últimos dois anos, o Quarto Mundo também conquistou o HQMIX de grande contribuição aos quadrinhos no ano passado e esse ano repete a dose com o prêmio Jayme Cortez a ser recebido no Ângelo Agostini no mês de fevereiro.

Mais informações sobre o Quarto Mundo: http://4mundo.com

Encontro do Quadrinho Nacional
Dia 30 de Janeiro - Sexta-Feira
Das 18 às 21 Horas
Al. Jaú, 1998 - Cerqueira César São Paulo
Prox. Metrô Consolação
Tel: 11-3083-2142/3061-3893

07 janeiro 2009

Estudio HQ: os arquivos



O Estúdio HQ foi um marco na história dos quadrinhos de Belo Horizonte. O movimento ocorreu entre 1997 e 1999 e aglomerou a atual geração de produtores de hqs da capital mineira. Por sua importância na trajetória das hq em Minas Gerais e pela riqueza de seu acervo, o resgate dos arquivos do Estúdio HQ é um empreendimento que precisa começar a ser feito.

No que diz respeito à Graffiti podemos começar com esta ilustração de Edgar Vasques da Mesa de Quadrinistas Mineiros da III Bienal Internacional de Quadrinhos. A imagem retrata Patati (mediador), Lor, Nilson, Fabiano, Guga, Quinho e Laz. Principal evento do gênero no Brasil, a Bienal veio para BH em 1997 e coincidiu com a fundação do Estúdio. A partir de 1999 o evento foi substituído pelo FIQ e contribuiu para firmar a cidade como polo da produção de quadrinhos no país.

08 dezembro 2008

Graffiti na lei

A Comissão da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte aprovou o projeto apresentado pela Graffiti para 2009. A aprovação rende possível a publicação de mais duas edições da revista (n. 19 e 20) e de um álbum - o quarto da coleção 100% quadrinhos, no ano que vem.
Confira aqui a lista dos projetos aprovados.

Graffiti e hq no antigo Egito


Retomamos finalmente no site da revista a publicação do Guia Ilustrado de Graffiti e Quadrinhos com o antigo Egito.

14 novembro 2008

SERV SERVICE – Restaurantes do Submundo e da Sarjeta de Belo Horizonte, comentados por Fabiano

1 – Mineirinho

Fica na R. Espírito Santo, exatamente ao lado da loja Marisa. No mesmo trecho de rua, existem pelo menos três restaurantes com nomes e ambientação parecidos: poucas mesas e privilegiando os bancos para almoçar sentado ao balcão. Este tipo de restaurante incentiva a rotatividade da clientela, o que, em se tratando de locais que ganham dinheiro exclusivamente com almoço, é bem adequado.

O cardápio é grande em comparação com outros PF’s da região: pode-se almoçar, a qualquer dia, peixe, frango grelhado ou à milanesa, salada mista etc. Pela quantidade de pessoas almoçando simultaneamente (mais de 50, entre pessoas sentadas ao longo do balcão e nas mesas), e também pela variedade do cardápio, penso que a cozinha do Mineirinho seja bem grande.

Fiquei na dúvida entre a feijoada típica das sextas-feiras em restaurantes do centro e o kaol. Para efeito de comparação entre um “falso” kaol e o legítimo – que eu almoçara alguns dias antes, no Palhares – resolvi experimentar a versão do Mineirinho.

Enquanto aguardava, notei impaciência por parte de muitos clientes: sinal de que estava demorando. No meu caso, a espera não foi maior do que 5 minutos, tempo razoável. O suficiente para que eu esvaziasse metade da Brahma, servida corretamente (gelada, com isopor e em copo americano).

Como apresentação, o prato estava ok. Arroz branco e couve por baixo, por cima um pedaço não-generoso de linguiça, o ovo estalado e com a clara ligeiramente mole sobre a linguiça, e, sobre tudo isso, uma colherada de molho ao sugo – influência óbvia do tradicional Palhares, inventor do kaol. A diferença – fatal – é que o sugo do kaol legítimo é exatamente isso: molho ao sugo, tomate. No Mineirinho, o molho é bolonhesa, o que transformou o prato numa excessiva e desnecessária mistura.

A comida até estava temperada satisfatoriamente. O grande problema foi o cozimento – ou a falta dele – e a qualidade dos produtos. A couve veio crua – até gosto, mas acho que ela deveria vir refogada, temperada com alho frito, como manda o protocolo. O arroz, por sua vez, estava terrivelmente cozido, creio que à maneira dos macrobióticos quando fazem aquela dieta do arroz famigerada. Os grãos estavam inchados de tão cozidos. A linguiça, por fim, era de supermercado, daquelas ensacadas a vácuo em embalagens industriais. Não era um produto da roça, como deve ser uma boa linguiça calabresa, ou de lombo, ou de frango que seja.

Bem, como eu tava com fome, mandei tudo para dentro sem um mínimo de cerimônia, mas preciso dizer que houve certa decepção com o estabelecimento. Geralmente, quando vejo um restaurante cheio como o Mineirinho, inclusive com fila para sentar, a impressão é boa. Porém, darei o veredicto definitivo da próxima vez que eu for ao local – acredito que, para ser julgado de forma adequada, deve-se visitar o restaurante ao menos duas vezes.

Classificação

Consumo – Um prato de kaol (couve, arroz, ovo e linguiça) e uma Brahma.
Atendimento – Bom. As várias garçonetes são sisudas (devem ganhar mal), mas são atentas e velozes.
Local – Razoável
Preço – Bom. Paguei 4,90 pelo prato.
Talheres – Velhos. A faca tava cega. Porém devidamente limpos.
Cerveja – Como já citado, tava jóia.
Comida – Bela merda.

12 novembro 2008

No compasso da tradição




Estas páginas que acabo de produzir compõem uma história sobre as bandas musicais de Mariana. Com lançamento previsto para dezembro a cartilha que inclui este trabalho será distribuída nas escolas da rede pública de ensino da cidade minera.

31 outubro 2008

Graffiti 18: lançamento em BH

A nova edição da Graffiti, cujo tema é futebol, será lançada em Belo Horizonte sábado 8/11 no Recanto da Seresta, Pça Duque de Caxias, 120 - Sta Tereza. No som DJ Mamute.