Leia um trecho da resenha do album Um Dia Uma Morte escrita por Eloyr Pacheco no site Bigorna.net em 13/07/2007
Impecável! Esse é o adjetivo que quero usar para qualificar Um Dia Uma Morte, de Fabiano Barroso e Piero Bagnariol. O álbum (já noticiado aqui) é o primeiro a ser lançado pelo selo Coleção 100% Quadrinhos, da Graffiti 76% Quadrinhos. O selo começa com “os dois pés direitos”! Comecemos pela parte gráfica: o projeto gráfico é requintado, o cuidado foi muito grande. Lombada quadrada, orelhas, capa em papel cartão com laminação fosca, miolo impresso (totalmente em cores) em papel couché... O projeto editorial é objetivo: introdução e vamos logo ao que interessa, a HQ. Créditos no lugar certo e uma quarta capa inteligente, basta.
Leia mais....
http://www.bigorna.net/index.php?secao=lancamentos&id=1184384837
17 julho 2007
06 julho 2007
Graffiti no UHQ

A Graffiti teve sua edição resenhada hoje no site Universo HQ, por José Oliboni. Reproduzo abaixo o trecho principal da crítica:
[Sinopse: Revista mix com diversas histórias em quadrinhos curtas, além de textos ilustrados e ensaios fotográficos, predominando temas político-sociais, principalmente sobre excluídos.
Positivo/Negativo: A Graffiti é uma revista já com um longo caminho trilhado e que, aparentemente, direciona bem o seu público. Desde a capa, mostra que tem pretensões maiores do que ser mais um título de quadrinhos para os leitores tradicionais.
Com ensaios fotográficos, textos ilustrados muito bem formulados e um forte tom de protesto em todas as HQs, nota-se que a revista quer passar um recado, que tem uma bandeira política (e isso não quer dizer que seja vinculada a algum partido) e deseja mudar a sociedade por meio da arte.
Apesar de toda a pretensão, a edição fica devendo na arte de algumas histórias, como A Curva do Rio e Amar É.... Ao mesmo tempo em que traz outras com um estilo bem formado, de alta qualidade e representatividade, casos de Criança de Domingo, Barroco e Morte Encomendada.
No geral, o nível das histórias é bom, o estilo pessoal de cada artista é bem marcado e, apesar de alguns deles ainda precisarem aprimorar um pouco seus traços, estão bem encaminhados.]
Eu gostaria de comentar esta crítica no próprio Universo HQ, mas o site não oferece este recurso - afinal, não é um blog. Por isso, comento aqui - que o José Oliboni nem ninguém lá do site fique bravo com isso.
Primeiro, sobre a "bandeira política": acho que uma coisa é uma proposta editorial - coisa que toda revista deve ter. Outra, bem diferente, é levantar bandeiras. A Graffiti recebe colaborações dos mais diversos autores, em estilos igualmente desiguais. Esta edição, ao contrário das anteriores, não teve um tema - ou seja, cada autor discorreu sobre o que quis. Em meio a essa profusão, encontramos uma hq de puro humor negro, "Morte Encomendada", do Irrthum, uma adaptação de conto infantil, feita por mim, uma hq em fotos ("Eu Nunca Nasci", a qual, suponho, Oliboni tenha se referido como "ensaio fotográfico"), além de poesia sarcástica ("A Morte do Lidador", de Guazzelli, que lida com velhice, Viagra e morte), delírio visual ("Galfanhus Sidsummus", de Alexandre, e "Barroco", do Caballero) e uma 'homenagem' (não sei se intencional) ao Guimarães Rosa, "A Curva do Rio", do Alves. A única HQ 'de protesto' é "Sai Sangue", de Sylvio Ayala, que para mim mais adota o estilo jornalístico do que propriamente levanta uma bandeira política.
Como dito acima, a Graffiti adota uma postura editorial. Experimentação, busca por novas e diferentes técnicas, liberdade de conteúdo, textos que estimulem o pensamento. Desta proposta saem histórias como "Amar É...", de Guga Schultze, totalmente desenhada via mouse no paintbrush. Ou "A Curva do Rio", que acaba de ganhar um importante prêmio no RS. Eu, sinceramente, se fosse fazer uma crítica sobre uma hq (qualquer hq), tomaria cuidado ao informar meus leitores que "a arte fica devendo". Esta informação, por si só, é subjetiva demais. Se a arte fica devendo, precisamos saber o porquê.
Por fim, uma sugestão: reviews de revistas independentes, como Graffiti, Ragu, ou mesmo a Front, poderiam ter um contato, um site, algo que os leitores podem acessar. Porque a distribuição destas revistas, como se sabe, é limitadíssima...
Bem, estas são somente observações turronas. Em todo o caso, a crítica é válida, fiquei mesmo feliz de ver a Graffiti lá, em meio aos reviews do Universo HQ, que gosto muito. Espero que possamos ter mais edições resenhadas pelo pessoal do site do Gusman (que prometeu uma resenha do Um Dia uma Morte, hein?).
02 julho 2007
Deu no site da Conrad
"A Relíquia de Marcatti é adotada por escola em BH
A bibliotecária Ana Carolina Dias dos Reis, do Colégio INED Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte – MG, adotou a adaptação do quadrinhista Marcatti para o romance A Relíquia de Eça de Queiroz para os alunos do ensino médio da escola. Ana Carolina tomou conhecimento da adaptação pela reportagem publicada no caderno Ilustrada na Folha de S. Paulo.
Fã de quadrinhos desde criança (“meus artistas favoritos são Laerte, Glauco, Angeli e Stan Lee”), Ana Carolina logo viu no livro uma boa maneira de colocar os jovens em contato com os clássicos: “Hoje em dia há muita competição com televisão, internet, iPods e etc. Essa é uma maneira gostosa de conhecer os clássicos, que são desprezados pela linguagem difícil”. Agora o livro faz parte de um projeto da disciplina de português dos alunos do segundo ano do ensino médio do colégio – que já estão se preparando para o vestibular."
A bibliotecária Ana Carolina Dias dos Reis, do Colégio INED Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte – MG, adotou a adaptação do quadrinhista Marcatti para o romance A Relíquia de Eça de Queiroz para os alunos do ensino médio da escola. Ana Carolina tomou conhecimento da adaptação pela reportagem publicada no caderno Ilustrada na Folha de S. Paulo.
Fã de quadrinhos desde criança (“meus artistas favoritos são Laerte, Glauco, Angeli e Stan Lee”), Ana Carolina logo viu no livro uma boa maneira de colocar os jovens em contato com os clássicos: “Hoje em dia há muita competição com televisão, internet, iPods e etc. Essa é uma maneira gostosa de conhecer os clássicos, que são desprezados pela linguagem difícil”. Agora o livro faz parte de um projeto da disciplina de português dos alunos do segundo ano do ensino médio do colégio – que já estão se preparando para o vestibular."
22 junho 2007
Salve
Graffiti é cultura, então vamos a ela. Hoje em dia no Brasil muito se fala sobre a "nova safra" de cantores compositores que estão por aí. Uma coisa que penso e acho que deve ser discutida é: qual a importância desses caras? Eles serão lembrados daqui a vinte anos?? Hoje em dia vários amigos celebram esses músicos como se fossem a solução de vários problemas, mas eu, particularmente, não gosto de nenhum. Isso me enche de dúvidas, por exemplo: se eu vivesse há 30 anos, acharia a tropicália o que eu acho hoje? E você? Confesso que alguns têm várias qualidades, inclusive a ponto de se eternizar, mas será que o Lenine será o Caetano da década de 2030? A resposta verdadeira só lá, mas que a curiosidade aguça, aguça. O que mais me incomoda é que vários desses caras forçam a barra para serem eternizados JÁ, isso é muito chato... Muita pretensão, tenham calma meus amigos. Pois tem gente fazendo música muito mais interessante que a deles, mas ninguém conhece. Poderia citar alguns, mas prefiro perguntar: será que o pexbaA [www.pexbaa.com.br] será o novo Mutantes??? Dúvidas que nunca serão respondidas...
abraços
Rafael
abraços
Rafael
15 junho 2007
Melado

Não, esta não é uma receita de sobremesa da minha avó (apesar de que, se fosse, também seria ótimo).
Este é um post sobre Melado, o João Batista Melado, um dos grandes quadrinistas da atualidade. Exagero? Talvez. O tempo dirá, até porque o Melado não é lá um autor tão conhecido. Pelo menos, não com seus quadrinhos. Porque, como chargista, ele já é um veterano de guerra - atualmente, publica no Diário da Tarde, de Belo Horizonte, mas já foi do Estado de Minas, da imprensa sindical e do grande, saudoso, efêmero, Humordaz, durante os anos 70 (você não sabe o que foi o Humordaz? Problema seu).
Ah, e ele foi um dos fundadores da revistinha Uai!!, também no fim dos anos 70. Lá ele publicou suas primeira história em quadrinhos. Porque a segunda foi mesmo na Graffiti. Para ser mais exato, a Graffiti 6, em um já distante ano 2000 (como voa). Lembro-me de ter-lhe dito, do alto da minha empáfia: a história tá ótima, mas o primeiro quadro (o primeiro!) tá confuso. E não é que ele, do alto da sua humildade, mudou? E a história, que já era estupefaciente, ficou ainda mais.
E foi só a primeira. Desde então, ele já publicou umas sete ou nove histórias em quadrinhos, todas na Graffiti, todas impactantes, todas etéreas, meio kurosawa, meio moebius, meio will eisner.
Bom, o Melado não é um quadrinista conhecido, porque a Graffiti também não é lá uma revista conhecida. Agora, ele está produzindo uma HQ longa para o nosso próximo álbum, da série “100% Quadrinhos”. Outro dia, ele nos mandou alguns trechos. Tomo a liberdade de reproduzir aqui um pedaço de uma página. Eu não sei como é a história, mas não precisa. Tomara que, depois do lançamento desse álbum, ele tenha o reconhecimento que merece.
13 junho 2007
Como estão os quadrinhos nacionais?


Vi e li alguns lançamentos recentes de quadrinhos, como Avenida, Quadrinhópole, Tarja Preta, Jukebox, Ragú, Alienz... Existem ainda Gorjeta, Cão, Garagem Hermética, e outros que eu só tive a oportunidade de conhecer pelo nome. Está claro que estes títulos têm em comum o fato de serem publicações independentes nacionais. Alguns, como Ragú, parecem já ter alcançado maturidade gráfica e uma linha editorial definida. Outros, como a paranaense Quadrinhópole, ainda tateiam em um terreno obscuro, carecendo de rumo, que certamente virá, se a revista não acabar antes da hora.
Fato é que todas estas publicações - e mais inúmeras pelo país adentro - fazem parte de um movimento não-declarado, silencioso e crescente, que impera no mercado de quadrinhos. Trata-se do movimento independente, alternativa ao restrito mercado comercial de quadrinhos, por assim dizer, que vive de certezas e prefere não apostar no novo, no alternativo ou no que sai dos padrões tradicionais. Esta preferência pela tradição é, até certo ponto, perfeitamente compreensível quando estamos falando de grandes empresas, cujos chefes prestam contas a chefes maiores ainda. Não dá para arriscar.
Mas também não dá para fechar os olhos para esta interessante novidade, este mar de quadrinhos nacionais que passaram a inundar sites e blogs dedicados ao gênero. Basta olhar o site do Universo HQ, por exemplo: todo dia tem uma ou duas notícias referentes ao quadrinho nacional, o novo quadrinho nacional, este que é independente e que caminha às margens do profissionalismo.
O quê? Às margens? Quer dizer que este não é um quadrinho profissional?
Fato é que os níveis de profissionalismo são tão variáveis quanto a qualidade das revistas - repare que em momento algum usei a nomenclatura “fanzine”, porque nada do que foi citado se enquadra nas características de um. São revistas, cuja qualidade gráfica, e especialmente cujos conteúdos, são bastante diferentes uns dos outros. Não se trata de um gênero, e sim de um segmento.
E como estas revistas sobrevivem, sendo independentes? Como bancar uma tiragem de mil, dois mil exemplares, cuja distribuição mambembe vai render pouco ou nada? Algumas atacam de lei de incentivo. Outras se atêm a um, dois ou três bravos patrocinadores locais. Outras, ainda, vão no peito e na raça mesmo. A continuidade, ou não, do título, vai depender de uma série de fatores, e nenhum está diretamente relacionado às vendas. Uma revista - qualquer revista - só venderá bem se tiver uma agressiva estratégia de publicidade, algo que nenhuma das citadas é capaz de fazer. Por isso, a sobrevivência se dá por outros meios - afinidade de um patrocinador, uma boa defesa do projeto junto às comissões de lei de incentivo, ou mesmo um mecenato pessoal (o famoso “pago para publicar”). Nenhuma destas alternativas é ideal, porém...
Acho extremamente saudável toda esta proliferação de revistas em quadrinhos nacionais. É necessário, entretanto, que elas cheguem às livrarias, às comics shops, aos pontos de venda. O busílis é justamente este: colocar a revista à venda. Não adianta sabermos que a revista existe apenas através dos sites de HQ. É preciso conviver com elas: chegar a uma livraria e encontrar o novo número de uma revista independente. Com tantos editores plenos de vitalidade e boa vontade por aí, seria interessante pensar numa grande rede de distribuição alternativa, uma espécie de mapeamento - tal rede até já funciona, eu sei, mas de forma desorganizada e cartesiana. O processo é lento - quem trabalha com quadrinhos há mais de dez anos como eu sabe bem disso - mas o futuro me parece bem promissor. Assim se forma um mercado - pelo menos é uma boa teoria.
07 junho 2007
Nao era um homicidio

Esta foto que retrata a redação da GRF em 1996 é uma das minhas favoritas. Na época do lançamento da n.2 as reuniões eram lotadas, era tanta gente que alguns nem conseguiam falar... Implacar uma idéia ou apresentar uma proposta de capa era uma verdadeira operação de guerra! Os encontros acabavam quase sempre em festa e a presença de mulheres tornava tudo mais interessante. Nada a ver com os homicídios de hoje, com 4 caras feios e barbudos reunidos na mesa do boteco...
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